Licença-maternidade e paternidade para cirurgiões no Uruguai
DOI:
https://doi.org/10.31837/cir.urug/9.1.12Palavras-chave:
licença maternidade, cirurgia geral, saúde maternaResumo
Introdução: o aumento de mulheres na residência de cirurgia geral levanta questões sobre gravidez, licença de maternidade e cuidados infantis. A licença maternidade está associada a benefícios à saúde física e mental da mãe e da criança, incluindo a diminuição da mortalidade infantil. Promove o início, manutenção e maior duração da amamentação. A UNICEF recomenda um mínimo de 18 semanas de licença maternal. No Uruguai, são concedidas 13 semanas para os empregados públicos. Não há publicações investigando este tema em nível nacional. O objetivo deste trabalho é quantificar o uso da licença de maternidade e paternidade, e secundariamente o uso do meio horário laboral para os cuidados dos recém-nascidos.
Materiais e Métodos: estudo observacional, descritivo, retrospectivo. Foi elaborada uma pesquisa anônima e voluntária com perguntas de múltipla escolha, distribuída para cirurgiãs e residentes de cirurgia geral do Uruguai, entre agosto e outubro de 2023. Os resultados foram processados em tabelas e gráficos.
Resultados: no setor público, 35% das entrevistadas tiraram licença por menos de 3 meses. Esse valor é de 39% no setor privado. Entre as trabalhadoras autônomas, 65% tiraram licença não remunerada e 20% não tiraram licença. 39% dos homens entrevistados não tiraram licença de paternidade, e entre aqueles que tiraram, 53% o fizeram por menos de 10 dias.
Discussão: os benefícios para a saúde materna e do recém-nascido da licença maternidade remunerada estão bem estabelecidos. Parece haver subutilização dessa licença entre os profissionais entrevistados, especialmente no setor autônomo onde os profissionais que faturam perdem esse benefício.
Conclusões: discutir as implicações desses períodos de licença contribui para um panorama que favorece o trabalho coletivo em prol da promoção desses direitos.
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